sexta-feira, 10 de julho de 2009

Matemática do amor


Teorema

Existe como provar o início de um sentir eu quero agora mostrar a forma de conseguir
Primeiro eu fico propenso mas, é preciso esperar.E, quando menos se espera surge através de um olhar.
Daí em diante aumenta a especial atenção.E chega de forma lenta nas curvas do coração.
Agora é preciso externar e palavras posso escolher,sentimentos não mensurar,é preciso apenas dizer.
O que acontece então,só pode acrescentar.Construo a sensação da tese que é amar.

Geraldo Afonso de Souza

Poema Matemático


O quociente e a incógnita

"Às folhas tantas do livro de matemática, um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base. Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida paralela a dela até que se encontraram no infinito. "Quem és tu?" - indagou ele com ânsia radical. "Eu sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de hipotenusa". E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a almas irmãs, primos entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão retas, curvas, círculos e linhas senoidais. Nos jardins da quarta dimensão, escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do universo finito. Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas e, enfim, resolveram se casar, constituir um lar mais que um lar, uma perpendicular. Convidaram os padrinhos: o poliedro e a bissetriz, e fizeram os planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicicdade integral e diferencial. E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos e foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia. Foi então que surgiu o máximo divisor comum, frequentador de círculos concêntricos viciosos, ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum. Ele, quociente percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade. Era o triângulo tanto chamado amoroso desse problema, ele era a fração mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade, como, aliás, em qualquer Sociedade ..."

Millôr Fernandes

Quando Hitler é Melhor que Michael Jackson

Pessoal leiam este texto com muita atenção e deixem seus comentários.


Segundo a Reuters, o Google aceitou remover 5 comunidades do Orkut, que estariam promovendo pedofilia, intolerância, etc. Não vou discutir a inutilidade do gesto, visto que o Orkut ativamente remove comunidades todos os dias, mediante denúncias dos usuários, nem a facilidade de criação de NOVAS comunidades. O que me espanta é a reação de gente pretensamente esclarecida, que apóia a remoção de comunidades de pedófilos mas é radicalmente contra a eliminação de nazistas e outros grupos baseados no ódio e no preconceito. Qual a lógica desses pesos e medidas radicalmente diferentes? O que torna um pedófilo pior que um genocida?
Não sou judeu, gay, nordestino nem tenho filhos (embora a combinação dos 4 renda um sujeito bem divertido) assim me sinto em posição imparcial para analisar o caso, neste artigo cheio de palavras proibidas e que renderá a menor quantidade de anúncios da história do AdSense ;)
Em uma lista de discussão, foi defendida a seguinte posição, diante do banimento de comunidades neonazistas no Orkut:
Em resumo, fora a de pedofilia, considero todas as outras seriam enquadradas como Direito de Livre Expressão, apesar de mau gosto, e ‘não ilegais’ ?
Mais adiante o mesmo membro comentou:
Eu considero nazismo no maximo babaquice, POREM, e’ obvio que voce estajulgando os neo-nazistas pelo que ouve a 50 anos atras :-)
Nossa educação cristã antisemita está rendendo frutos. Matar milhões de pessoas é uma babaquice, comer criancinhas sem discurso ideológico é crime hediondo (com discurso é comunismo, então tá liberado).
Vamos analizar os dois tipos de psicopatia, pedofilia e nazismo…
PEDÓFILOSSegundo estudos, o modelo canônico (com trocadilhos) de pedófilo se enquadra em 4 categorias:
Os que só olham de longe
Os que olham e tiram fotos de longe
Os que gostam de ver crianças nuas / despindo-se
Os que fazem sexo com elas

Note que não há uma classificação para “os que matam”, matar crianças não está entre os pré-requisitos dos pedófilos. 100% dos membros da NAMBLA são contra qualquer tipo de violência. E aqui cabe um parêntese:
A NAMBLA – North American Man/Boy Love Association é um grupo organizado que defende o contato, não só sexual (tá!) entre homens e garotinhos. Soube de sua existência em um episódio de South Park, e fiz a mesma cara de espanto que você está exibindo agora, ao descobrir que existiam de verdade.
Em resumo, um “pedófilo normal” é um psicopata que “estupra mas não mata”, e fica tão chocado como qualquer um com uma criança sendo morta ou ferida.
Não que isso sirva de atenuante, vão (e merecem ir) pra cadeia, onde recebem tratamento especial para abrir seus horizontes (péssima piada).
NAZISTASO nazismo foi um movimento criado por um louco que culminou no maior conflito da história da humanidade, com 62 milhões de vítimas, dessas 12 milhões só no Holocausto, que visava eliminar “raças parasitas” como os judeus e ciganos.
Embora não exista como movimento político viável, por ser basicamente um Culto à Personalidade, o nazismo é um concentrador de preconceito, ódio e intolerência. Seus conceitos se baseiam em culpar OUTROS por todos os problemas de sua amada raça/nação, e não pregam menos que a eliminação desses “outros”. Não estamos falando de excluir o diferente, falamos de inferiorizar, desumanizar e eliminar o diferente.
No Brasil os skinheads paulistas são o exemplo vivo dessa ideologia do ódio. Pregam (e praticam) ódio e violência contra gays, negros e nordestinos, caprichando no discurso contra os “inferiores”. No Rio Grande do Sul, pela colonização (e macaqueação) alemã, temos a maior concentração dessa praga. Vejam nos comentários sobre uma passeata anti-nazismo o nível dos simpatizantes do movimento…
Vendo essa movimento, sinto um disgosto muito grande de ser Sulista de cultivar o Sul q tanto Amo e Luto! Cuidado com esses Bichas homosexuais… a noite é longa e o vc´s tem de tomar cuidado bando de Semitas…
Esse foi o mais leve. Há comentários bem piores. As alegações de que os neonazistas são só “babaquice” e estão sendo perseguidos por crimes de 60 anos atrás, e que hoje não pregam mais as mesmas atrocidades. O Orkut (aliás, a Internet) discorda. Veja, na mesma página do Comitê de Mídia Independente, procure por um comentário iniciado por “SIG HEIL”. É nojento demais para republicar aqui.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDASExiste um reducionismo aqui. O que aconteceu 60 anos atrás, e hoje projeta uma sombra que pode ameaçar um grupo social/étnico que não faço parte é só uma nota nos livros de história, mas algo que pode afetar UM indivíduo que gosto, é considerado muito pior?
Entre Hitler e o sujeito que molestou sua filha, 100% das pessoas normais com uma só bala disponível atirariam no molestador, isso faz todo o sentido. Eu faria o mesmo. A menos que fosse EU o molestador. Ou Hitler. O ideal é que Hitler fosse o molestador, mas divago.
O problema é que mesmo quando tentam ser objetivas, as pessoas AINDA escolhem atirar primeiro no pedófilo. Ninguém mais consegue ver em grande escala.
Lenin (ou Stalin, nunca lembro) disse que uma morte é uma tragédia, um milhão, uma estatística. Só que o que cresce nas estatísticas são os crimes de ódio. Mais que isso, o próprio ódio se diversifica. Não são mais judeus e ciganos, os grupos no Orkut (por exemplo) apontam seus dedos para nordestinos (o que engloba uma penca de Estados), não-arianos em geral (o que engloba todo mundo), comunistas, religiosos…
Intolerância só tende a crescer, sob essas circunstâncias. Olhar para o próprio umbigo, entender que o mundo começa e termina em um raio de 5 metros em torno de si, acolher a família ali e dizer que nada fora dali importa, só fará crescer essa intolerância. Afinal, de sociedade oculta e ilegal no passado, os nazistas hoje se dão ao luxo de fazer bloco de carnaval. Quanto tempo até se associarem a um Partido político e institucionalizarem seu discurso de ódio e preconceito?
Aí, meu caro, você terá que se preocupar mais do que com os pedófilos, se for da etnia errada.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Curiosidades e Desafios Matemáticos

Este blog é muito interessante.Entrem e divirtam-se!!!!!!!!

http://www.geocities.com/curiosidadesedesafios/

SEXO,AMOR E TRAIÇÃO IV

Adoção de pessoas solteiras é cada vez mais comum no Brasil
Extraído de: Migalhas - 08 de Janeiro de 2009

Na escolinha, o papai participa das reuniões bimestrais. Na creche, é para ele que as "tias" ligam quando o bebê fica com febre. No passeio, na pracinha ou na caminhada pela orla também não dá outra companhia: o papai orgulhoso de mãos dadas com o filhote. As cenas não são incomuns, mas ainda causam surpresa em muita gente. É a adoção por solteiros que ganha cada vez mais espaço no Brasil.

O assunto voltou a ser tratado na semana passada, quando foi divulgado o inédito caso de um advogado baiano que conseguiu licença maternidade por ser pai solteiro e ter adotado uma criança. O baiano conseguiu a licença com atraso, e no momento goza de férias com seu rebento. "A unidade familiar não é mais obrigatoriamente conformada por pai, mãe e filhos. Há muitas possibilidades de ambientes familiares, que foi sendo alterado aos poucos no comportamento do brasileiro", explica a advogada especializada em direito da família, Tânia da Silva Pereira.
A adoção por pessoa solteira é um compromisso que pode ajudar a mudar a realidade das crianças que vivem em orfanatos e abrigos do Brasil. A ação reconhece o estabelecimento de novas famílias, reconstruídas com base no afeto e carinho em vez dos laços tradicionais. As pessoas solteiras não têm nenhum empecilho para adotar, basta que tenham acima de 18 anos e que comprovem estabilidade familiar e financeira, como consta no Código Civil para os casos de adoção, em vigor desde 2003. "Solteiros podem adotar, uma vez que o Código Civil não faz referência ao estado civil da pessoa, somente da idade mínima para pleitear a adoção", esclarece Dra Tânia, que também é diretora da Comissão Nacional para Infância e Juventude do Instituto Brasileiro do Direito a Família (IBDFAM).

Solteiro, casado ou em união estável, a regra para adoção é a mesma para todos as pessoas. Antes de adotar a pessoa deve procurar a Vara da Infância e Juventude de sua cidade para requerer a Habilitação para Adoção. A candidata à adoção possui um encontro com psicólogos e assistentes sociais, para avaliar se a pessoa esta apta para adotar uma criança ou adolescente, seguido de um laudo de aprovação do habilitado ou não. Caso seja aprovado, o candidato deve ir ao Ministério Público para aprovação do documento, onde o juiz proferirá decisão concedendo ou não a Habilitação para adoção. Por fim, o candidato está inscrito no cadastro (‘fila’) de pessoas interessadas em adotar. A partir deste momento só resta aguardar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

SEXO,AMOR E TRAIÇÃO III

Fidelidade (do latim fidelitas [1][2][3] pelo latim vulgar fidelitate [4]) é o atributo ou a qualidade
de quem ou do que é fiel (do latim fidelis), para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência.
Fidelidade implica confiança e vice-versa, e essa relação de implicação mútua aplica-se quer entre dois indivíduos, quer entre determinado sujeito e o objeto sob sua consideração, que, a seu turno, também pode ser abstrato ou concreto. Essa co-significação originária mostra-se plena quando se trata de dois sujeitos, ambos com capacidade ativa, pois, nesse caso se pode invocar o correlato confiança (do latim cum, "com" e fides, "fé").

O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa define fidelidade como:

«fidelidade
[Do lat. fidelitate.]Substantivo feminino.
Qualidade de fiel; lealdade.
Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
Observância rigorosa da verdade; exatidão.
Fís. Propriedade duma balança que assume sempre a mesma posição quando solicitada pelas mesmas forças.
Fís. Propriedade dum sistema acústico capaz de reproduzir sons de todas as freqüências presentes num sinal original, respeitando as relações de intensidade.»

A despeito de suas raízes históricas e sua significação originária em conotação religiosa (atualmente ainda válida), a idéia de fidelidade não se lhe prende mais exclusivamente. É comumente aplicada tanto a pessoas quanto a outros entes, animados e inanimados, concretos, abstratos ou mesmo imaginários, desde que observado o seu núcleo de significação, "ser ou permanecer conforme as características originais". Nessa acepção, pode-se dizer que se assemelha à idéia de invariância, embora não sejam necessariamente o mesmo conceito. Conservar quer dizer manter; preservar, por seu turno, quer dizer prevenir para que não haja alteração.

SEXO,AMOR E TRAIÇÃO II

O que é a homofobia?

Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.


O que é o heterossexismo?


O termo "heterossexismo" não é familiar para muitos porque é relativamente recente. Só há relativamente pouco tempo é que tem sido utilizado, juntamente com "sexismo" e "racismo", para nomear uma opressão paralela, que suprime os direitos das lésbicas, gays e bissexuais. Heterossexismo descreve uma atitude mental que primeiro categoriza para depois injustamente etiquetar como inferior todo um conjunto de cidadãos. Numa sociedade heterossexista, a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais, salvo prova em contrário. A heterossexualidade é tida como "natural", quer em termos de estar próxima do comportamento animal, quer em termos de ser algo inato, instintivo e que não necessita de ser ensinado ou aprendido.
Quando seres humanos dizem que algo é "natural", em oposição a um comportamento "adquirido" através de um processo de aprendizagem, geralmente querem dizer que não é possível desafiá-lo nem mudá-lo e que seria até mesmo perigoso tentar fazê-lo. No passado, dominava a ideia de que os homens eram "naturalmente" melhores nas ciências e no desporto e líderes natos, mas as mulheres tiveram a oportunidade de desafiar estas ideias e de mostrar o homem e a mulher numa perspectiva completamente diferente. Este desafio foi facilmente perpetuado assim que se começou a evidenciar que os homens são empurrados para posições de vantagem por uma sociedade que está estruturada para os beneficiar, um processo (a opressão das mulheres) mais tarde denominado de sexismo. Do mesmo modo, tem-se tornado evidente que a heterossexualidade, tal como a dita superioridade masculina, é tão natural, como adquirida. O facto de a maioria dos homens e mulheres a escolherem como a sua forma preferida de sexualidade tem por vezes mais a ver com persuasão, coerção e a ameaça de ostracização do que com a sua superioridade como forma de sexualidade.
O heterossexismo está institucionalizado nas nossas leis, orgãos de comunicação social, religiões e línguas. Tentativas de impôr a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade são uma violação dos direitos humanos, tal como o racismo e o sexismo, e devem ser desafiadas com igual determinação.